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Arte Manual na Infância

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Em um cenário cada vez mais marcado pela presença da tecnologia e da inteligência artificial no cotidiano, cresce o desafio de preservar experiências essenciais ao desenvolvimento infantil, entre elas, o fazer artístico com as próprias mãos. Mais do que uma atividade complementar, a arte manual segue sendo fundamental para que crianças explorem o mundo, desenvolvam a criatividade e construam sentido a partir de vivências concretas.

Quando se discute arte na infância, não se trata apenas de um produto final, mas de um processo potente de desenvolvimento. É por meio da arte que a criança, desde muito pequena, experimenta, testa ideias, se expressa e constrói sentidos sobre o mundo. No currículo da Educação Infantil, os campos de experiência são pensados para que cada criança se desenvolva de forma ativa, sendo protagonista do seu fazer no dia a dia.

Para a orientadora pedagógica da Educação Infantil e do 1º ano do Colégio Marista Santa Maria, em Curitiba, Ana Caroline Mikosz Parolin, todo o processo é essencial para as crianças. “Dentro do cotidiano escolar, os movimentos que acolhem o protagonismo infantil aparecem de forma muito viva e intensa: cada criança cria de um jeito, constrói suas primeiras percepções de mundo, mistura, imagina, experimenta, amplia seu repertório, pergunta e busca respostas sobre o que a cerca, criando relações consigo, com o outro e com o espaço. Conhece as tintas, os aromas, as diferentes formas de pintar, desenhar, riscar, cortar e criar com autonomia e criatividade”, explica.

Com as transformações da sociedade, o contato das crianças com a inteligência artificial tem aumentado. Nesse contexto, o cuidado com a dosagem desse artifício se torna importante, tanto no convívio familiar quanto no ambiente escolar. A orientadora destaca que não se pode ignorar os avanços tecnológicos, afinal, a inteligência artificial surge como uma parceira importante, ampliando repertórios, trazendo referências e inspirando novas possibilidades. “Mas há um ponto central: a inteligência artificial não vive o processo. Não sente, não experimenta, não constrói significado nem atribui sentido como as crianças fazem”, destaca.

No Colégio Marista Anjo da Guarda (PR), por exemplo, os estudantes trabalham a arte de forma intrínseca, em diferentes propostas, incluindo o reaproveitamento de materiais e o contato com objetos diversos, que, quando explorados, se transformam em arte desde cedo. Para a professora de marcenaria e atelierista da Ed. Infantil e 1⁰ ano, Roseclair Bittencourt Rodrigues, o contato físico com a arte traz benefícios mais significativos do que a experiência mediada apenas pela tecnologia, especialmente na infância.

“A gente sabe que, principalmente para criança, aquilo que passa pelo corpo é o que fica. Aquilo que permeia o toque é o que vai ficar na sua matriz, que vai ficar registrado na memória dessa criança. Usar, seja a tecnologia, ou as sucatas, a tinta, a cola, o papel, enfim, todos os outros materiais possíveis e imagináveis que às vezes surgem para a gente aqui, ou que a gente planeja e compra, mas que isso seja muito presente na vida deles aqui dentro da escola”, conta, Roseclair.

Mais do que escolher entre arte ou tecnologia, o papel da escola é garantir que ambas caminhem juntas de forma intencional, com a inteligência artificial ampliando possibilidades e a arte assegurando aquilo que é essencial: a experiência, o sentir, o criar e o protagonismo da criança em seu processo de desenvolvimento.

“Queremos sempre e o máximo possível fazer com que as crianças estejam com a mão na massa. Eu acredito que na vida adulta também é importante, quantas vezes a gente quer fazer um bolo, gosta de pôr a mão na massa, fazer um pão, ou às vezes a gente desenha e rabisca no papel enquanto está numa reunião? Porque o ser humano precisa disso. Então, a gente procura dentro da escola propiciar isso, as mais diferentes formas de expressão para as crianças, possibilidades de expressão para as crianças”, conclui Roseclair.

Sobre o Marista Brasil

O Marista Brasil, uma rede de colégios e escolas presente em 21 estados brasileiros e no Distrito Federal, atendendo mais de 100 mil crianças, jovens e adultos em 97 unidades de ensino. Os estudantes recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada aos desafios contemporâneos. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em: maristabrasil.org

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