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Rota do Country cria circuito turístico e gastronômico no Brasil

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Quem percorre a histórica Route 66, nos Estados Unidos, costuma encontrar bares, ranchos, smokehouses e pequenos restaurantes que transformaram a cultura country em parte da própria experiência da viagem. Mais do que pontos de parada, esses estabelecimentos ajudam a manter vivo um estilo de vida que mistura música, gastronomia, arquitetura e o imaginário do velho oeste americano. Agora, um grupo de empreendedores brasileiros quer criar uma experiência semelhante por aqui.

Inspirada nesse conceito, nasceu a Rota do Country, projeto idealizado por Marcelo Oliveira e Dieter Baumgartner e lançado em junho deste ano. A iniciativa reúne, nesta primeira fase, 16 empreendimentos distribuídos por Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, formando um circuito de mais de 2 mil quilômetros voltado para quem deseja vivenciar a cultura country durante todo o ano.

Mais do que um roteiro turístico, a proposta conecta bares, ranchos, smokehouses, hamburguerias e outros empreendimentos que compartilham referências da cultura western, incentivando um turismo de experiência semelhante ao que já acontece em rotas dedicadas ao vinho, à cerveja artesanal e ao café.

“A Rota do Country nasceu para conectar pessoas, histórias e estabelecimentos que mantêm viva a verdadeira cultura country no Brasil. Mais do que indicar lugares para visitar, queremos incentivar o turismo de experiência, fortalecer os empreendedores do segmento e criar uma rede nacional para quem aprecia a cultura americana, o Country Life, a Country Music e o estilo de vida das estradas. É um projeto construído para valorizar quem vive essa cultura durante o ano inteiro”, afirma Marcelo Oliveira.

Embora frequentemente associados no Brasil, country e sertanejo representam universos diferentes. Enquanto o sertanejo nasceu da música caipira brasileira e evoluiu como expressão cultural do interior do país, o country surgiu nos Estados Unidos e reúne um conjunto de referências ligadas ao estilo de vida western, da arquitetura dos saloons e ranchos à gastronomia, à moda, às grandes viagens de estrada e à música.

O surgimento da rota acontece em um momento de expansão internacional do gênero. Dados recentes da Luminate mostram que a música country vem ampliando sua audiência para além da América do Norte e conquistando novos públicos. Em estudo divulgado em 2025, a empresa registrou crescimento de 15% no volume de streaming de artistas country em mercados europeus que receberam estratégias específicas de expansão. Já em 2026, análises da companhia voltaram a apontar o country entre os gêneros em crescimento, impulsionado também pela chegada de uma audiência mais jovem e conectada ao streaming.

A força do gênero também aparece entre os artistas de maior alcance global. Em 2025, I’m the Problem, de Morgan Wallen, alcançou a segunda posição entre os álbuns mais consumidos do mundo, segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).

Empresas começam a apostar no movimento

No Brasil, o avanço dessa cultura começa a se traduzir também em novos negócios. Entre os empreendimentos que passaram a integrar a Rota do Country está o Jimmy’s Bar, de Londrina (PR), desenvolvido pelo Fancore Group, ecossistema de franquias que já consolidou marcas ligadas ao universo sertanejo, como Folks Pub e Agrobar, e agora amplia sua atuação com uma operação inspirada na cultura western.

Inaugurado com uma proposta que combina gastronomia, ambientação temática, música e entretenimento, o Jimmy’s fatura atualmente cerca de R$ 580 mil por mês. Para o grupo, o desempenho reforça a percepção de que existe espaço para transformar o interesse pela cultura country em negócios que funcionem durante todo o ano, para além dos grandes shows, rodeios e festivais.

“Acompanhamos de perto as tendências porque elas normalmente antecipam oportunidades de negócio. Quando vimos a cultura country crescer em diferentes países, entendemos que existia espaço para um conceito como o Jimmy’s no Brasil”, afirma Pedro Elero, cofundador e diretor do Fancore Group.

Para Elero, no entanto, a decisão de criar o Jimmy’s não foi motivada apenas pelos indicadores de mercado. “Também houve um componente muito pessoal nessa escolha. Há mais de três anos praticamente só escuto música country em casa e no carro. É uma cultura que acompanho, admiro e acredito que ainda tem muito espaço para crescer no Brasil. Quando percebemos que esse movimento começava a ganhar força, entendemos que era o momento certo para investir nesse conceito.”

Segundo o empresário, o fortalecimento desse universo pode abrir espaço para um novo segmento dentro do turismo nacional. “Quem gosta da cultura country procura muito mais do que um show. Busca encontrar lugares onde possa viver essa experiência durante o ano inteiro. Assim como existem pessoas que viajam para conhecer vinícolas, cervejarias artesanais ou cafeterias, acreditamos que a cultura country também pode criar seus próprios destinos turísticos. A Rota do Country ajuda a conectar esses lugares e fortalece um mercado que está começando a se organizar no Brasil.”

Pouco mais de 50 dias após o lançamento oficial, a Rota do Country já reúne aproximadamente 23 mil seguidores nas redes sociais e começa a estruturar uma comunidade nacional formada por empreendedores e consumidores ligados à cultura country.

 

Sobre o Fancore Group

O Fancore Group é um ecossistema de franquias especializada na criação, validação e expansão de marcas por meio do franchising. Com atuação nos segmentos de entretenimento, alimentação, wellness e tecnologia, o grupo reúne marcas como Folks Pub, Agrobar, Jimmy’s Bar, Estica e Six Labs. Ao longo de sua trajetória, já movimentou mais de R$ 350 milhões em faturamento por meio da rede de franqueados e mantém operações em diferentes estados brasileiros.

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